quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Justificação x Arrependimento. Qual sua escolha?



No que diz respeito ao Reino, nesta caminhada com Cristo, existem algumas coisas que nos confundem. Na verdade, algumas nos deixam perplexos e nos trazem profundas reflexões. 

Todavia, quem busca verdadeiramente ao Senhor em Espirito e em verdade pode receber a sua Paz. São coisas que o homem natural não entende, pois se discernem espiritualmente.

Houve um episódio de um rapaz de 17 anos que já praticante de lutas que ao perceber que sua casa estava por ser invadida por um ladrão já adulto, alto e bem forte teve que agir de forma enérgica e ladrão fugiu após vias de fato. Após o episódio a vizinha do jovem em que estava o ladrão que tinha um muro de 1.5Mt comentou: “Mas que covardia bater no rapaz”

Tadinho do rapaz, ela se comoveu? Se fosse com ela, teria a mesma opinião?

O interessante é que na inerrante, incrível e perfeita palavra do Senhor temos uma comparação de duas histórias que pode nos dar um norte ao relacionamento com o próximo. A primeira, logo no início sobre um homem que matou seu irmão por inveja e o Senhor o condenou.

“Então disse Caim ao Senhor: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada”. Gênesis 4:13


Em geral quando é citado esta passagem, se fala sobre ofertas, dar com alegria e etc. Mas a grande questão é que O Senhor foi direto a condenação e Caim em nenhum momento pensou em se arrepender.  Ele se fez de vítima, de tadinho, de coitadinho.

“Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na terra, e será que todo aquele que me achar, me matará”. Gênesis 4:14

Tadinho, se comoveu? Deus não. Deus o condenou.

“O Senhor, porém, disse-lhe: Portanto qualquer que matar a Caim, sete vezes será castigado. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que o não ferisse qualquer que o achasse”. Gênesis 4:15

Outro exemplo que podemos comparar é quando Cristo estava na cruz. Haviam dois ladrões também na Cruz sob mesma condenação.

“E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.

Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?

E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez”.
Lucas 23:39-41


Um dos ladrões em momento algum pensou no que fez, se arrependeu ou pediu sequer perdão sobre o ato, ao contrário, argumentou e tentou a Jesus blasfemando dEle. Já o outro, foi notório que estava ciente de sua condenação. Sabia o motivo de estar condenado, não ficava se justificando. Isso é arrependimento genuíno.

Jesus também  não deu a menor atenção para o outro, e você fica dando ideia para quem fica criando polêmica nos cantos da igreja?

Imagine que nos tempos de hoje, ele poderia pôr a culpa no governo, no sistema, na política, no capitalismo, no Vaticano, nas igrejas, no Pastor, no Papa, no vizinho ou qualquer outro que ele poderia argumentar.

E Jesus, nosso Senhor teve misericórdia da vida do arrependido e este, por sua vez, obteve salvação. Amados, O SENHOR não ficou perdendo seu tempo tentando convencer os “justificadores” de se arrepender.
Quem poupa o lobo sacrifica as ovelhas.

Tem muita gente no nosso meio, tentando fazer o papel do Espírito Santo, convencendo as pessoas do Pecado, da Justiça e do Juízo o invés de cumprir o que o Senhor mandou, que é anunciar o Evangelho a toda criatura. Existem pessoas que Deus vai tratar, talvez no fim como foi com o ladrão na cruz, talvez não. Não compete a nós decidir. Que o Senhor nos de Sabedoria para discernir o joio do trigo no nosso meio.

Em Cristo,
Raphael Soares
@sraphaelsoares
fb.com/sraphaelsoares
http://www.raphaelsoares.com.br
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