sexta-feira, 28 de março de 2014

Insensível você... insensível...





Existem momentos em nossa caminhada com Cristo que talvez tenhamos momento de solitude o que é bem diferente de solidão. Solitude é quando você está encontrando a si mesmo e solidão é quando você sente falta de outro.

Mas o isolamento, a solidão e por consequência disso a insensibilidade são as marcas de nosso tempo.

Não precisamos estar isolados fisicamente para ter a nítida sensação de isolamento, basta para isso olhar a nossa volta, todos estão conectados nos seus celulares e é notório que a ferramenta que usamos para nos aproximar dos distantes é a mesma que nos afasta do próximo.

Com isso o isolamento se torna uma consequência natural e a falta de sensibilidade também.

No mundo supostamente moderno, a mesa do jantar praticamente não existe e quando existe não são todos os membros da família que compõe a mesa e mesmo que compõe estes não abrem mão de suas conexões.

Com isso nos tornamos até eficientes, capaz de produzir mais, pagar contas, desenvolver diversas tarefas ao mesmo tempo e alguns resultados numéricos, sejam financeiros, likes, popularidade e etc. Mas o preço a ser pago é a da insensibilidade com o próximo.

Perdemos a referência e por consequência a sensibilidade com o próximo, com o que o outro está sentindo, com os vizinhos, com a pessoa que vende agua no transito.

Lembro uma vez que fui comprar uma agua e o rapaz me compartilhou como é difícil, não vender a agua mas escutar a grosseria que tinha que ouvir das pessoas no transito.
Foi quando o Espirito Santo me fez lembrar de algo e compartilhei com ele.

“Quando se sentir injustiçado olhe para o alto, lembre-se que Jesus veio até nós e foi o mais injustiçado de todos e mesmo assim não retribuiu o mal como mal.”

Não tenho dúvidas que fiquei mais impressionado com o que falei do que o menino que estava vendendo agua no trânsito. O translado até em casa foi refletindo sobre essa questão.

Na palavra viva e revelada do Senhor também temos referência de falta de sensibilidade na família.

“Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se.” Lucas 15:32

O filho mais velho da história estava literalmente revoltado pelo pai ter dado uma festa pela volta do outro filho.

Ele estava tão focado no seu próprio resultado que havia esquecido de alguns pontos.

O irmão dele estava vivo, que vitória e alegria.

O pai estava feliz e seja por qual for o motivo ele queria comemorar.

Ao contrário, ele não compartilhou da alegria, ele ficou focado em seus resultados e desempenho enquanto filho e cobrou ao pai a devida recompensa.

Pouco importava se o irmão estava vivo ou morto, ou se o pai estava alegre ou triste.

Amados, nossa alegria vem com relacionamento com Deus, Ele nos transforma em pessoas alegres não uma alegria baseada em prazer utópico mas em saber que ELE é Deus.

Com nosso relacionamento “em dia” com Deus, nosso relacionamento com o próximo se torna de fato próximo.

É tempo de saber se o resultado que estamos procurado está baseado em relacionamento com Deus, 
com o próximo ou com nos mesmos ou está baseado em algum outro tipo de resultado.

Se existe algum outro tipo de resultado, devemos ponderar e analisar se estamos vivendo um evangelho genuíno ou apenas uma religiosidade passional, afinal de contas:

A Alegria de viver em PAZ com Cristo é contagiante.

Em Cristo,

Raphael Soares


@sraphaelsoares
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