sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Por uma vida valorosa





Sempre que paramos por algum momento para refletir sobre a vida e sua brevidade vem a grande pergunta: “O que de fato tem valor na vida?”

Podemos observar por onde caminhamos enquanto nessa terra. Os bares, os restaurantes e até mesmo dentro de nossos lares a bebida, como uma forma analgésica de aliviar a dor e a frustração da vida.

Não é a questão do prazer ou do breve momento do “sentir bem” que ela nos propicia, mas é pelo fato de ser uma forma de aliviar uma dor, a dor da existência e da ausência de algo. Prazer sem duvidas ela pode dar, mas para onde esse prazer vai levar quem a consome?

Podemos também considerar o prazer sexual como algum valor nessa vida, ao que parece todos procuram isso, a conquista, o prazer e o lazer sexual nunca foi tão explicito. Ter uma vida sexual aleatória e desregrada parece dar algum prazer, mas no final, olhamos a nossa volta e o que encontramos? Um vazio, um nada.

Podemos também considerar o prazer no trabalho como uma preocupação costumeira das pessoas que o fazem de forma repetitiva e tipicamente linear com alguns objetivos: Acumular riquezas e fama seja para nós ou para outros, independente de que seja o foco ele é sempre escravizante e sem sentido.

Ocupamos tempo e energiza tentando acumular bens, conhecimentos, títulos e promoções pessoais e em geral é gasto coisas que serão usufruídas por outros. Deixando para traz filhos, pais, cônjuges e amigos em busca de coisas efêmeras. Enfim, deixamos a verdadeira riqueza da vida passar por nós para nos dedicarmos a uma riqueza ilusória.

Existe um sábio na bíblia que nos ensina que tudo isso é vaidade.

“Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.” Eclesiastes 1:2

Ao afirmar que “tudo é vaidade” o escritor de Eclesiastes adverte sobre as preocupações costumeiras das pessoas, que quase nunca faz sentido, o trabalho, a vida humana, a natureza, o conhecimento. Até mesmo a sabedoria é repetitiva. As ações costumeiramente aplicadas causam ansiedade, angustia, enfado e são todas passageiras estão em movimento sem origem e como robotizados, fazemos ano após ano, geração após geração.

Tudo que gera repetição para a humanidade é como um fardo, mas necessária para a vida.

Mas então o que de fato tem valor na vida?

Reconhecer que Deus fez um tempo para cada coisa e que tudo tem o tempo certo já seria suficientemente importante.

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” Eclesiastes 3:1

Deus fez tudo da forma certa e para o tempo certo devemos nos sujeitar a esta ordem de Deus para a nossa vida e para a criação em geral.

Somente DEUS conhece a eternidade e a vida de forma plena.

Em nossa educação, cultura ou formação vivemos sempre há um tempo à frente. O futuro é a meta e nos esforçamos nele.

Por conta disso a criança não brinca mais, deve fazer cursos e preparar-se para vida. O adolescente também tem deveres de adultos, deve amadurecer logo e preparar-se para o futuro. O jovem não pode perder tempo e preparar-se para oportunidades, conquistar espaço na universidade, abrir uma empresa e etc... O adulto deve preparar-se para a velhice, conquistar boa aposentadoria e deixar bens para filhos. 

Status. E por fim o idoso se lamenta, pois não tem forças para aproveitar as coisas boas da juventude, 
não se alimenta como gostaria, não consegue ler bons livros que gostaria e se lamenta por não ter como voltar atrás.

Em sua perfeita sabedoria o Senhor nos ensina em sua palavra que devemos equilibrar nossa vida.

“Há um que é só, e não tem ninguém, nem tampouco filho nem irmão; e contudo não cessa do seu trabalho, e também seus olhos não se satisfazem com riqueza; nem diz: Para quem trabalho eu, privando a minha alma do bem? Também isto é vaidade e enfadonha ocupação. Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.” Eclesiastes 4:8-9

A justificativa que nos mesmos criamos que precisamos trabalhar muito para enriquecer e dar tudo que nossos filhos “merecem” deveria ser questionado e isso também é vaidade.

“A melhor posse que podemos deixar para nossos entes queridos são suas memorias conosco”
E como viver bem?

O compartilhamento e o espírito solidário é que faz a diferença e não apenas acumular bens, não sabemos acerca do futuro.

“Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás.
Reparte com sete, e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra.”
Eclesiastes 11:1-2

Podemos e devemos fazer sempre bem ao próximo, não apenas com a condição de um mandamento divino, que o mesmo já bastasse mas por amor, pois o amor ao próximo é também amor próprio, sementes que plantamos “lançando o pão...” de forma a não esperar o retorno, sem duvidas é a melhor escolha.

Em Cristo, buscando menos vaidade, pois tudo é vaidade de vaidades...

Raphael Soares

 @sraphaelsoares
www.raphaelsoares.com.br
fb.com/raphaelsoares.com.br
← ANTERIOR PROXIMA → INICIO

0 comentários:

Postar um comentário

..