segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

A lei da retribuição





Neste final de semana, estudando a tal “teologia da retribuição” que ainda hoje é adotada por muitas igrejas, denominações, seitas e similares ainda podemos ver a acusação e condenação  de muitos, infelizmente por conta desta cultura que foi aprendida da condição de pecador.




Como funciona:

Se o membro está doente, ele “só pode” estar em pecado.

Se o membro perdeu o emprego está no juízo de Deus.

Se está em crise no seu casamento, esteja certo que é uma brecha que abriu Deus está dando por penitência os problemas.

Se houve algum furacão, tornado ou outro efeito da natureza que estamos inseridos, a nação está recebendo a “fúria de Deus” já que é uma retribuição pelo mau que foi feito.

Sobre a teologia da retribuição pautada no livro de Jó. Em que os amigos tentavam determinar o porquê do sofrimento. Crendo fielmente que Deus estava retribuindo a algum mau e Deus estava fazendo o justo juízo pagando o mau com o mau.

E por consequência, no momento em que o povo, a nação ou seja quem for precisa de uma mão estendida para ajudá-lo no momento de fraqueza os detentores de tal teologia traz o peso da culpa e ainda acusa e condena.

Mas na bíblia, como podemos entender e analisar a questão da retribuição?

Podemos usar a história de Jó, que é defendido como um livro poético mas não ausentando a verdade revelada nele, uma vez que o livro de Jó é um livro poético original em hebraico, retratando uma realidade (assim como Salmos) e não um poético Grego que é, em geral tratado apenas como um poema.

“Porque estendeu a sua mão contra Deus, e contra o Todo-Poderoso se embraveceu.” Jó 15:25

Elifaz, um amigo de Jó mandou essa “na lata” para Jó. Além do seu sofrimento, a explicação óbvia dele foi. “Jó você está sofrendo por que estendeu sua mão contra Deus”.

E qual foi a reação de Jó? Diante da condenação, opressão e julgamento indevido “dos amigos” Ele se manteve firme.

Amados, mesmo em momentos de fraqueza nos perdemos a capacidade de pensar de forma clara e coerente é normal oscilar e se questionar, não se culpe por isso.

“Depois disto abriu Jó a sua boca, e amaldiçoou o seu dia.” Jó 3:1

Jó fez isso e nem por isso ele recebeu a devida culpa baseado na retribuição. Um pouco óbvio quando reconhecemos o Deus que servimos.

Não existe nada mais importante para uma caminhada em Cristo nos sabermos exatamente como nós somos aos olhos de Deus.

Somos a coroa da criação da vida, absolutamente nada pode mudar isso.

Bildade, outro amigo de Jó nos ensina claramente que um homem não pode julgar o outro, ele não tem meios de Justificar-se diante de Deus.

“E quanto menos o homem, que é um verme, e o filho do homem, que é um vermezinho!” Jó 25:6

Não temos como nos comparar a Deus para criar julgamento a outro, nem tampouco saber dimensionar ou ter ideia do que Deus tem para nós.

E Jó, por se relacionar com Deus sabia disso, mesmo por um tempo, diante a dor estar se lamentando ele se relacionava com Deus e reconhece sua grandeza.

“Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.”Jó 42:2

E por fim, Ele não apenas ouve a Deus mas o vê também.

“Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos.”Jó 42:5

Amados, que diante do aprendizado de Jó possamos estar certos que o Julgamento de Deus era dado no antigo testamento pois ele conduzia as nações e depois da quinta e última aliança (A de Cristo) a salvação é individual e a teologia da retribuição baseada na condenação por atos praticados não teria valor algum já que assumidamente somos pecadores confessos e buscando nos relacionar com Deus buscamos nos afastaremos da nossa natureza em pecado mas não nos livraremos dele até a glória eterna.

Também podemos considerar justificados pela fé, a Graça redentora do nosso Senhor está sobre nós e não existe nada que possamos fazer para desmerecer seu amor, o seu único justo juízo, o AMOR.

Em Amor,

Raphael Soares
@sraphaelsoares
fb.com.br/raphaelsoares.com.br
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