sábado, 14 de março de 2015

Se acha ou se conhece?




Enquanto caminhamos com Cristo, buscamos sempre, incondicionalmente seguir seus passos, crescendo em graça, estatura e conhecimento e este último as vezes podem gerar alguns conflitos.

As orações sempre teologicamente coerentes, alguns que até fazem palestras para oratória, técnicas de presença em “palco” e outras ciências que talvez não convém pontuar uma vez que não podemos conseguir compreender que esse seja o crescimento em “conhecimento”.

E ao mesmo tempo, em nossa caminhada, buscando cada vez mais seriedade podemos nos deparar com a saudade de quando no início algumas coisas aconteciam como:

As orações que hoje até podemos saber que são talvez teologicamente incoerentes mas o coração saltava de alegria ao faze-la.

Os votos (hoje muito questionados por muitos) que eram feitos e cumpridos mas que parece para muitos perdeu o sentido.

Também os finais de semanas que muitos de nós passávamos retirados buscando simplesmente uma vida plena em Cristo e que hoje parece que isso não passa de um encontro gospel.

Diante disso tudo, de tantas coerências ou incoerências podemos talvez querer apenas ser um “evangélico superficial” ter sede de sua palavra, de ouvir pregações que para muitos teólogos são de conteúdo e profundidade duvidável mas nos faz melhorar como cristãos, homens e cidadãos que somos.

Bem... como cristão uma coisa é certa, devemos buscar na palavra do Senhor algo que nos remeta as tais reflexões.

Em Lucas 18 podemos aprender também com a comparação de dois que subiram para orar.

“O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.”

Lucas 18:11-12

 

Novamente lembro que o fariseu era possivelmente o cara que você gostaria de convidar para pregar em sua igreja, talvez ver um DVD do dele, ele entendia muito da religião da época ela o "top gospel" . Suas pregações, oratória e postura “irrepreensível” era admirado na época.

Mas o mesmo fariseu é o que esteve cara a cara com o nosso salvador Jesus Cristo e não o reconheceu, já que estava tão focado na lei e cumprimento dos dogmas religiosos.

Já o publicano era um réu confesso.

“O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!”

Lucas 18:13

 

De longe já afirmava em oração, tinha vergonha de olhar para o céu reconhecendo sua dor e batendo no peito falava “tem misericórdia, sou pecador”.

“Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.”

Lucas 18:14


Isso me faz lembrar um dia em que fui convidado a muito tempo atrás para subir ao monte:

Era tarde e não havia sido feito qualquer planejamento para que eu fosse, já fui ao monte por muitas  vezes mas neste dia infelizmente não poderia ir. Falei com o pastor que havia me convidado que não poderia e ele compreendeu perfeitamente.

Já um irmão (?!) que estava ao lado falou de peito erguido e queixo inclinado para cima em alto e bom tom: “É... não se faz mas cristãos como antigamente”. Fazendo clara referência da minha negativa em ir ao monte.

Não tenho duvidas que muitos de nós já passamos por isso, uma disputa por santidade incoerente e irrelevante.

Com isso fica uma clara pergunta: Você se acha ou se conhece? 

 Hummmm ao que a si mesmo se exalta, será humilhado. Quem disse isso foi Jesus Cristo.


Em Cristo, por uma vida menos soberba e mais humilde, reconhecendo suas limitações.


Raphael Soares
@sraphaelsoares

www.raphaelsoares.com.br
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