segunda-feira, 30 de março de 2015

Será que temos um copiloto em nossa volta?





Será que temos um copiloto em nossa volta?

 Essa semana o mundo ficou atônito com a notícia que um copiloto de uma aeronave a programou, no momento a comandava, para a morte, no avião haviam mais de 150 pessoas.

Após a localização da caixa preta foi constatado que se tratava de um suicídio. Estudos de sua vida pregressa mostram que ele já apresentava sinais de depressão e que com apenas 26 anos estava com uma doença de sua psique.
 
Naturalmente nos perguntamos, como ele pode fazer isso? Como pode uma pessoa desejar além de tirar sua própria vida, ceifar de forma absurda também mais de 150 outras pessoas, ele não era um terrorista, tinha vida social e familiar e poderia estar até no meio de nós sem ao mesmo percebermos.

Bem, não desejo explicar profundamente o quadro depressivo que um indivíduo pode passar, as causas, as características, os sinais, mas podemos e devemos nos atentar a alguns fatores para que possamos detectar, tanto em nós mesmos como em pessoas a nossa volta um quadro de depressão que pode levar ao suicídio.

Primeiro, gostaria de considerar que:

“A depressão é considerada a doença do século, nunca houve tantas pessoas com quadro depressivo em toda a história.”

Também a depressão, como outras tantas doenças da psique, é pouco considerada, na verdade ela é tratada com descaso, até muitos dos que apresentam quadro depressivo desconhece que está enfrentando tal enfermidade.

Existem alguns sinais que devemos considerar em nós ou quem está a nossa volta.

Falta de desejo de se levantar da cama ao acordar:

Olhar para o teto, pensar qual compromisso pode cancelar ou o desejo real de não fazer absolutamente nada, mesmo fazendo logo em seguida pode ser uma forma discreta ao início de uma depressão e pode ser ajustado.

Mudanças de hábitos:

O que antes era prazeroso fazer e agora não é mais, mudança de rotina de horários com os compromissos.

Falta ou excesso de fome:

Não se engane, a ansiedade que faz com que o indivíduo coma muito ou a falta de vontade de comer, enjoos frequentes pode ser um sinalizador de um início de quadro depressivo.

O que fazer se alguém ou nós estamos nos apresentando com alguns pontos:

Devemos considerar a seriedade do problema e buscar entendimento e tratamento para uma busca da solução.

Ainda hoje existem pessoas que nitidamente percebem um parente, um amigo, um cônjuge com alguma alteração de comportamento, um quadro inicial ou já avançado de depressão e desconsidera, julgando ser “frescura” ou “bobagem” e que logo isso irá passar.

Hoje pais veem seus filhos em momentos de profunda tristeza e introspecção e também julgam ser algo   passageiro.

Profissionais, percebem nitidamente mudança de comportamento de seus funcionários, alunos, atletas e ainda acham que com palavras de encorajamento irão mudar o quadro.

Imagine o seguinte cenário:

Uma pessoa com câncer em seu estado terminal se apresenta a você e você observando a sua doença diz para ele “para de bobagem, isso é frescura, vai se ocupar que passa”

É exatamente isso que geralmente um depressivo que está dando sinais que vai tirar a sua própria vida costumeiramente ouve.

“Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em
Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face.” Salmos 42:5
 

Na palavra do Senhor podemos ver em diversas maneiras mas uma que desejo destacar é a do salmista nitidamente reconhecendo a sua alma abatida e ele dialogando com ele mesmo sobre a dor da depressão.

Outro ponto a considerar na depressão do salmista é que:

“Um Cristão pode estar sofrendo um quadro depressivo e deve procurar ajuda profissional”

Lembro em um debate de uma   rádio no Rio de Janeiro em que estávamos debatendo sobre pastores que tem tirado suas próprias vidas.

Um pastor no debate afirmou categoricamente que Cristo é suficiente que basta busca-lo.
 
Eu fiz a seguinte pergunta:

“Sei bem que Cristo cura, salva e liberta, ele pode todas as coisas mas se um pastor estiver doente ele vai ao médico ou ele ora?”

Se Deus nos capacitou e além de tudo caminhou com um médico (Lucas) ele certamente desejava nos ensinar uma importante lição nessa hora.

Chersterton, um importante teólogo afirma: 

“Um suicida não tira a sua própria vida, ele tira a de todos a sua volta dele”

Um outro psicanalista diz:

“Um suicida não consegue ter entendimento do que tem a sua volta, não faz ideia a quem ferir ou se irá matar alguém, ele simplesmente quer tirar a dor de estar vivo que, para ele é um sofrimento”
O Psiquiatra Augusto Cury diz:

“O suicida não quer tirar a própria vida, ele quer tirar a dor incontrolável de sua alma, na verdade ele quer matar a dor da alma”

E agora, fica a pergunta, alguém que pensa em tirar o bem mais precioso que possuímos, está de fato em seu equilíbrio mental sadio ou é apenas uma “frescura, bobeira” e outros adjetivos.

Em Cristo, pedindo um clamor aos que tem a alma abatida,

Raphael Soares



 
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